Eu não costumo postar matérias que eu faço no
http://www.jlmais.com/, mas a história dessa mãe é incrível. Sei que faz tempo que não posto nada só que esse texto vale o tempo que você vai investir lendo.
Abortos, drogas e um recomeço como mãe Jovem deixou todos os vícios para criar o filho
Sexo, drogas e rock n'roll. A história da jovem mãe J.M.R.N, de 23 anos, poderia ser descrita com essa frase substituindo o rock n'roll pela palavra superação.
Mesmo conhecendo métodos contraceptivos, J. engravidou três vezes durante a adolescência,
abortou duas e na terceira teve um filho.
Segundo especialistas, a falta de consciência é o principal motivo pelo qual as meninas de hoje engravidam tão cedo.
J. contou ao Proibido para Maiores que sua primeira gravidez foi aos 17 anos. "Vacilava muito talvez pela imaturidade ou por me achar autosuficente. Sempre tive informação, mas como namorava há sete anos me acomodei e não dei valor a mim mesma." Segundo a entrevistada, o primeiro aborto foi causado por uso de remédio controlado.
A segunda gravidez foi aos 18 anos. A adolescente fez uma prova e depois viajou para praia com o namorado - o relacionamento já não estava bem - e quando voltou, estava pálida e sentiu fortes dores.
"Tive hemorragia interna por duas horas. Fui parar no hospital e o médico disse que eu estava grávida. Mas como usei muita pílula do dia seguinte tive uma gravidez ectópica, em que o feto se desvia do útero para a trompa", contou. Com o resultado do exame, J. precisou ser operada e ficou um mês de cama.
DROGAS E VIOLÊNCIA
Segundo J., o pai do seu filho conheceu as
drogas quando servia o quartel. Na ocasião, ela começou a usar entorpecentes junto com ele. "Nosso namoro era movido a obsessão. Comecei usando maconha e quando experimentei cocaína foi uma paixão arrebatadora", falou.
Quando J. descobriu que o namorado fazia festas com garotas de programa e rolava muitas drogas, ela resolveu terminar o relacionamento. A decisão fez com que ele a empurasse em uma rodovia. O rapaz acabou preso em flagrante, mas depois foi liberado. "Sempre que me sentia triste procurava as drogas. Foi quando não aguentei e tentei me matar, mas não consegui", disse.
TERCEIRA GRAVIDEZ
Aos 21 anos J. descobriu que estava grávida e pela primeira vez procurou a família - que não sabia do seu vício nem das outras vezes que ficou grávida. "Nessa época estava solteira, mas com cinco meses de gravidez reatei com meu namorado e voltei a usar
cocaína. Quando tive meu filho, não senti dores, pois estava sob o efeito das drogas. Mas quando vi aquele rostinho, resolvi mudar de vida", contou.
J. veio de São Paulo para
Limeira e desde 2008 frequenta os Narcóticos Anônimos. Segundo ela, seu filho não ficou com nenhuma sequela. "Ele tem 2 anos e acabou de fazer uma homenagem para o Dia das Mães. Cantou uma música, me beijou e disse 'te amo muitão mamãe, você é muito importante pra mim.' Isso não tem preço", disse.
Grupo Empenho oferece apoio às adolescentes
Para o secretário de Saúde, Gerson Hansen Martins, falta consciência por parte dos jovens. "Distribuimos camisinhas, pílulas e também temos parceria com o Fundo Social de Solidariedade, que realiza palestras de conscientização. Adolescentes não possuem capacidade física nem psicológica para assumir o compromisso de ser mãe", explicou.
A coordenadora do Grupo Empenho, Josiane de Araújo Pontes, disse que toda gravidez até os 18 anos é de alto risco. "Nós acompanhos as meninas durante os nove meses. Além de orientação, também marcamos médicos e damos conselhos", contou. (Ivan Costa)
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